Início Celebridades Jovens fazem funk ostentação com clipes luxuosos e mulheres bonitas.

Funk ostentação ganha representantes mirins com clipes sensuais e luxuosos.
Ele tem 15 anos de idade, olhos e cabelos claros, e já é chamado de “Justin Bieber brasileiro”. Longe do ritmo pop melódico do artista norte-americano, Guilherme Kaue Castanheira Alves, ou apenas MC Gui, investe no funk ostentação, rodeado por “novinhas”, correntes de ouro e carros luxuosos. Faturando em média R$ 120 mil ao mês, ele é um dos principais representantes mirins do gênero, que aplaca uma nova geração de cantores em São Paulo, como MC Pet, Du Conventi e Dudu.
Ao lado da mãe, Claudia Alves,uma tarde com MC Gui em sua loja de roupas –recém-aberta e adquirida com seu próprio cachê– em um bairro da Zona Leste da capital paulista. Fãs entravam e saíam do local para comprar camisetas, correntes e bonés do funkeiro e da marca que o patrocina. Garotas de 4 a 16 anos –e até um bebê de 11 meses– pediam beijos e abraços de Gui.

“É sempre assim. O que as fãs pedirem eu faço. Tenho mais de 30 fã-clubes espalhados pelo Brasil. Essas meninas se nomearam como Guináticas”, contou MC Gui, que trata todas com atenção e, muitas vezes, esquece que é “famoso” –ele tem mais de 800 mil fãs no Facebook e seus vídeos já foram visualizados mais de 40 milhões de vezes no YouTube, entre elas “O Bonde Passou” (que usa sample de “Baby”, de Justin Bieber).
Fazendo entre 40 e 50 shows ao mês, Gui sustenta sua família –já comprou cinco carros para todos eles– e tem seus próprios funcionários. “Ele é uma grande empresa hoje para nós. O escritório, que faz as vendas de shows emprega mais de 15 pessoas. Eu e o pai somos funcionários dele. Na loja, a tia e o primo cuidam de tudo. É tudo em família”, disse a mãe, que atua como uma espécie de “faz-tudo”. Ela é a personal stylist, produtora, empresária e “pega no pé do garoto”. “Tenho que dar umas broncas porque, senão, já viu”, contou ela aos risos.
Gui canta desde os nove anos e já fez duetos com Mr. Catra, Art Popular e Daleste, entre outros. Com uma investidor por trás de sua carreira, Gui é amigo pessoal da cantora Anitta e vai fazer seu primeiro show internacional na próxima sexta-feira (25) no Paraguai. “Depois que eu apareci na televisão, em março deste ano, mudou tudo na minha vida. Começaram a me conhecer nas ruas, a me pedir autógrafos e a me chamarem para novos projetos”, disse ele, que vai participar em novembro de uma transmissão no YouTube com Anitta, MC Guimé e outros artistas.
Diferentemente de outros funkeiros da ostentação, MC Gui pega leve na sensualidade em suas letras e diz se preocupar com o que passa a seu público. Isso porque ele quer continuar no mundo da música “por muitos anos”. “Se eu tiver que mudar algo na letra, eu mudo”.
Para o futuro, a mãe do MC conta que ele gravará um DVD em uma “grande casa de shows” em São Paulo. “No meio do funk ostentação, jamais conseguiram entrar nessas casas para fazer um trabalho como este. Vai ser uma megaprodução, em que o Gui terá vários dançarinos, cenários, roupas. Ele vai voar e encantar”, adiantou a mãe.
Sem título


Com apoio dos pais, os MCs Pet, Du Conventi e Dudu ainda não atingiram a maioridade, mas também fazem parte do cenário do funk ostentação. Eles usam correntes de ouro que chegam a custar R$ 22 mil, posam com carrões e investem em figurinos sofisticados em seus clipes.
Baixinho e cheio de marra, MC Pet é o nome artístico de Peterson Kevyn. Ele tem 14 anos, mas se comporta como um típico funkeiro mulherengo. Com pouca idade, o garoto disse que canta para as “novinhas” em seus mais de 20 shows ao mês. No clipe de “Pagando de Motorista”, ele gravou ao lado da modelo Sabrina Boing Boing, que ostenta um grande decote no meio de uma sala de aula repleta de adolescentes.
“Eu ia para o sertanejo, mas não tinha os adolescentes e as meninas para eu ‘zoar’. Agora, no funk, tem as novinhas bonitas, que vão para a balada, e eu sou cachorrão, gosto de mulher pra caramba. Meu pensamento é mais cantar, mas não pode esquecer das mulheres”, disse ele aos risos.
Levando uma vida simples na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo, Pet anda com correntes de ouro, mas diz que prefere não ostentar. “Eu não quero a fama, eu quero sucesso. Porque muita gente tem fama e não tem nada. Do que adianta? Vai ser o maior famosão, vai ali, tira foto, mas e aí? Vai chegar e querer comprar um negócio ali para você. Vai poder? Muita gente confunde, mas eu já sou muito cabeça para isso”, disse ele, que sonha em ser como o apresentador e empresário Roberto Justus.
Com um rosto angelical e menos mulherengo do que Pet, MC Du Conventi é ainda mais novinho. Tem 13 anos, vive acompanhado por seu primo de 24 anos e também explora situações sensuais em seus clipes. O garoto teve como parceira no vídeo de “Joga pra Frente, Joga para Trás” a modelo Geisy Arruda. “Eu que tive a ideia de chamar algum famoso. Pensamos em vários. Meu primo sugeriu a Geisy e eu disse que poderia ser porque ela é muito bonita. Sou fã dela”.
Administrando a carreira de Pet e Du Conventi, além de cuidar também de MC Dudu, de 17 anos, a empresa Neo Music –liderada por Sérgio Jacques e Reinaldo Menezes– é a responsável por lançar os funkeiros mirins no mercado do ritmo. Jacques conta que, por ter proximidade com celebridades, sugere que os garotos coloquem mulheres bonitas e sensuais da TV nos clipes das músicas.
“Eu escolho essas artistas porque elas têm um trabalho voltado para a arte. Temos a preocupação de colocar uma artista que vai dar uma repercussão e dar acessos. Elas não contracenam com o artista de maneira sensual e isso não se torna pejorativo”, justificou ele, que acredita que o funk é o melhor investimento da atualidade.

Artigos Similares

Comentários